Os Vinhos são desenhados na vinha

Na intenção de produzir a tipicidade regional característica desta região quente que produz vinho há mais de 2000 anos, os vinhos da Aldeia de Cima, clássicos e elegantes, evidenciam uma enorme complexidade de solos heterogéneos e o carácter das castas indígenas e de castas perfeitamente adaptadas à região. Vinhos que preservam a história do lugar, apresentados ao mercado dois anos após a vindima.

Alyantiju

A Herdade Aldeia de Cima tem origem em 1758, mas a vivência cultural e tradicional de que é herdeira tem origens muito mais remotas. No passado da Herdade da Aldeia de Cima ecoam as vozes de fenícios, visigodos, romanos e sobretudo árabes que chegaram no século VIII e dominaram a região durante 500 anos, influenciando ainda hoje a cultura alentejana. Alguns estudiosos descrevem o alentejano como sendo alguém com o espírito de um romano no corpo de um árabe.

Uns e outros pronunciaram o nome da sua terra: Alyantiju

Alyantiju Branco

Este é um vinho de tese: pensar na casta Antão Vaz vindimada no momento certo, depois da espera pela maturação aromática e fenólica e fermentada em barricas de carvalho francês de 500l, leva-nos para outro nível enológico. Aqui podemos ver o Alentejo refletido na mineralidade e nos aromas doces e especiados das flores das searas e do sol brilhante. Mais à frente, encontramos gravidade, frescura, tensão e linearidade de despedida longa e precisa. Finalmente, percecionamos que o Alentejo pode caber dentro de uma pequena garrafa!

Alyantiju Tinto

Nós interpretamos as nossas origens. Aqui, há algo que é genuíno, intenso e evoca o que é incomparável no Alentejo - a sua densidade, os seus aromas e a sua profundidade. Não poderia ter vindo de outro lugar senão do Alentejo. Este é um vinho sério que é fiel à sua terra, uma combinação única de origens robustas, com sofisticação e uma precisão sólida. É um vinho intemporal com uma personalidade forte e duradoura. A atração pela nostalgia diz-nos que o tempo não se esgotou.

Reserva

O cante alentejano é a expressão de um povo. A declaração de Património Imaterial da Humanidade UNESCO reflete o sentimento de amor à terra, de resiliência face à dureza da vida. Na sua origem surgia nos momentos de trabalho no campo em que transmitia a pureza do estado de espírito da altura.

É um cântico à terra, às planícies, aos animais. É um retrato, é o sentir do Alentejo. Ao ouvir as letras, quase é possível sentirmos o calor abrasador, os cheiros das espécies silvestres e a elegante brisa do campo. Quase conseguimos ouvir os sons de uma longa e genuína noite de Verão. De uma vindima que demora tanto a aparecer.

O Alentejo, momentos que perduram no coração, de uma alegria que é só nossa.

Reserva Branco

Falemos da paisagem escarpada da Serra do Mendro que separa o Alto e o Baixo Alentejo. Este fenómeno geológico que aflora no sentido leste-oeste no concelho da Vidigueira, forma um corredor natural para os ventos do Atlântico. Foi aqui, olhando para o azul claro do céu, que nós criamos os nossos vinhos.

O Reserva Branco combina o terroir desta terra, influenciado pelo clima mais fresco e pela diversidade de solos esqueléticos, e produz um vinho de equilíbrio, aromas fragantes de estrutura linear, alta densidade e uma cativante mineralidade.

Reserva Tinto

Estudámos a história antiga do vinho e das vinhas do Alentejo, bem como uma vasta gama de tradições, geologia, textura e aromas. Preservamos o que é genuíno porque sentimos desde o início que o tempo está do nosso lado. Pesquisamos as variedades tradicionais de uva, e encontrámo-las.

Usando o processo mais simples possível, conseguimos produzir vinhos que são, esperamos nós, autênticos mensageiros, transmitindo claramente as emoções locais e o terroir. A nossa ambição era dar a entender a natureza da região e conseguimos.

Alentejo que nunca se esquece

Luisa Amorim desde pequena conheceu a paisagem alentejana, onde o verde e o castanho dos sobreiros se confundiam com as azinheiras e as oliveiras, uma imensa terra que teimava em nunca mais acabar a caminho das férias de verão no Algarve. Com o pai entendeu o orgulho de um povo e a importância de plantar para o futuro e recebeu como herança a convicção de que, neste imenso território, a terra só tem valor se for plantada.

A par da cortiça, central no seu universo familiar, Luisa descobriu cedo que o vinho é uma das suas grandes paixões gerindo a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, no Douro, e a Taboadella, no Dão.

Desde 1994 que a Herdade Aldeia de Cima pertence à sua família e, em 2017, a decisão de reconstruir a pequena aldeia aliada à plantação de uma vinha em patamares na Serra do Mendro tornou-se num projeto de vida.

Na fotografia, da esquerda para a direita; Joaquim Faia, José Falé, Luisa Amorim, Francisco Rêgo, António Cavalheiro, Gonçalo Ramos, Jorge Alves.

Uma equipa de excelência

A Herdade Aldeia de Cima é gerida pelo casal, Luisa Amorim e Francisco Rêgo.

Desde o inicio é coordenado por José Falé em conjunto com Gonçalo Ramos, responsável pela atividade florestal e produção animal.

A dupla de enologia, Jorge Alves e António Cavalheiro com o apoio de Joaquim Faia na viticultura, está agora a desenhar o perfil dos vinhos da Herdade Aldeia de Cima, dando especial atenção ao estudo dos micro terroirs da Serra do Mendro.

Nelson Coelho junta-se à equipa para liderar a estratégia comercial.

  • Jorge Alves
    Enólogo Consultor
  • António Cavalheiro
    Enólogo Residente
  • Joaquim Faia
    Viticultor consultor
Please note, your browser is out of date.
For a good browsing experience we recommend using the latest version of Chrome, Firefox, Safari, Opera or Internet Explorer.