O Mendro de morfologia pouco suave e paisagem invulgar

As terras da Serra do Mendro de morfologia pouco suave e paisagem invulgar são detentoras de uma mancha única de xisto, num contexto de amplitudes térmicas que podem variar 20o C num só dia, partilhando semelhanças com outras regiões vinícolas bem distantes, como Rutherford ou To Kalon, em Napa Valley.

Com uma filosofia de profundo respeito pelos recursos naturais, preservamos os solos pouco produtivos e integramos as suas diferentes culturas de forma ecologicamente sã, atendendo aos nevoeiros e ventos que, vindos do Atlântico, chegam às encostas e ao interior dos vales com velocidades diferentes, originando uma grande variedade de microclimas e, consequentemente, de micro terroirs.

A diversidade das 4 vinhas

Na Herdade Aldeia de Cima projetamos a implantação de 20 ha de vinha até 2020, com uma diversidade de encepamento de 65% de castas tintas e de 35% de castas brancas, iniciando com uma viticultura em modo de produção integrada para mais tarde convertermos para o modo de produção biológica.

Começamos pela cota mais alta na Serra do Mendro, explorando a altitude de onde se avista o vasto horizonte e onde podemos contemplar, maravilhados, a imensidão das terras alentejanas, os olivais e as vinhas, as hortas, os campos de searas e as pequenas vilas e aldeias de Vidigueira e de Beja. Depois passamos ao planalto da Aldeia de Cima, com cotas de 289 a 300 metros, onde se pretende explorar a diversidade de solos e exposições solares.

No total serão 4 zonagens distintas: Vinha dos Alfaiates, Vinha da Família, Vinha de Sant'Anna, Vinha da Aldeya.

Aqui nasce a Vinha dos Alfaiates

Manter este equilíbrio natural é o nosso desafio.

Vinha dos Alfaiates - nº plantas:

  • 5.700 Antão Vaz
  • 8.400 Alicante Bouschet
  • 2.800 Baga
  • 3.400 Aragonez
  • 4.600 Trincadeira
  • 8.800 Alfrocheiro

A vinha dos alfaiates,
18 microterroirs naturais
em patamares tradicionais

Relevo Acidentado

Implantada em manchas de geometria irregular caracterizada por cumes mais ou menos arredondados, a Vinha dos Alfaiates tem 14 ha e é cultivada em função das curvas de nível do solo com declive de 30 a 40% altitude em mais de metade das parcelas, com cotas de 300 a 390 m, de oeste para este, com uma exposição à radiação solar ideal, aliada a uma amplitude térmica fora de vulgar, essencial para imprimir frescura ao vinho.

São plantadas cerca de 2800 plantas por hectare provenientes de encepamentos existentes no Alentejo, dividindo cada parcela em função do seu microterroir que se estima que venha a atingir uma produção de 4000 kgs/ ha, um pouco abaixo da média no Alentejo. A vinha está cultivada de forma a não agredir o ambiente com um espaçamento de 80 cms e, portanto, mais abrigada dos ventos da Serra do Mendro, sujeita a uma prática de proteção integrada nos primeiros 3 anos e posteriormente temos como objetivo de a converter ao modo de produção biológica. O sistema de condução tradicional é a vinha baixa aramada em bardo, com vegetação ascendente, de pequena e média expansão vegetativa, podada em “Guyot unilateral” e cordão unilateral.

Os patamares de vinha tradicional, com uma zonagem de 18 microterroirs  naturais, são compostos por litologias metamórficas dobradas e fraturadas, onde predominam os micaxistos dominantes num solo íngreme, esquelético de xisto vermelho, com uma forte presença de quartzo e com pouca profundidade de terra arável.

No planalto vai nascer a Vinha da Aldeya e a Vinha de Sant'Anna.

No planalto do mendro vão nascer em 2020 duas vinhas num total de de 6 hectares, a Vinha da Aldeya e a Vinha de Sant'Anna.

No planalto da Aldeia de Cima o solo é composto maioritariamente por xisto grauváquico com nuances de xistos verdes, únicos na Península Ibérica. Estão presentes também granitos, gabros e quartzitos que influenciarão a estrutura, o perfume e o corpo dos vinhos aqui originados.

As encostas voltadas a sul e sudoeste apresentam-se como locais excelentes para a produção de vinhos de caráter clássico, vinhos de sol, ricos, intensos, concentrados. As encostas voltadas a norte parecem revelar vinhos com uma maior intensidade mineral, frescura e fruta fresca, típicos vinhos de sombra.

A Vinha de Família é uma reprodução da agricultura antiga, reunindo numa parcela de cerca de 0,1 hectares junto à adega

11 espécies autóctones: Trincadeira, Alicante Bouschet, Antão Vaz, Aragonês, Castelão, Diagalves, Moreto, Perrum, Tinta Caiada, Tinta Miúda e Roupeiro.

Plantadas em quadrado de 1 m de lado, instaladas numa forma de condução em vaso, as videiras não aramadas, com aspeto arcaico e rastejante, estão rodeadas pelo mesmo microclima, protegendo os cachos da forte insolação de Verão com o seu próprio sistema vegetativo. As parcelas policromáticas, com castas de diferentes aptidões, proporcionam um puzzle vegetal equilibrado e resiliente contra pragas e doenças, permitindo uma lavoura com tração animal, adubação mínima, à base de sementeira anual de leguminosas e corte de erva, poda e esladroamento.

Uma vinha humanizada, mediterrânica, exuberante e com mais carácter, pretende preservar o património alentejano, mais próxima da vida espontânea, com espécies que sociabilizam entre si, tal como uma família.

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