Na Herdade Aldeia de Cima não existe um pedaço de terra igual ao outro

O Valor da Terra

Na Herdade Aldeia de Cima não existe um pedaço de terra igual ao outro. As suas características particulares atraíram e fixaram aqui população desde tempos imemoriais e foi numa terra fresca, a 330 metros de altitude e na inclinação da rocha mãe de xisto, que se ergueu a aldeia. Compreendendo uma enorme extensão de sobro e azinho, incluindo 1750 hectares na Serra do Mendro, aqui sempre se praticou um aproveitamento da terra tipicamente mediterrânico em solos de xisto aparentemente pobres, mas ricos em diversidade.

Vila de Sant'Ana a aldeia de cima

Santana é uma pequena aldeia no concelho de Portel, junto à antiga estrada romana entre Évora e Beja, que faz fronteira com a Vidigueira, no limite sul do Alto Alentejo. "Sant'Anna da Serra do Mendro" é mencionada pela primeira vez no séc XVIII, após a remodelação da igreja medieval, entre "duas aldeyas que lhe chamam huma a de Baxo, outra a de Sima", de acordo com as Memórias Paroquiais de Portel, Vila Viçosa, de 1722 a 1832. O povoado de "Sima", referenciado em 1758, terá dado origem à Herdade Aldeia de Cima.

Viver em Comunidade

A arquitetura tipicamente alentejana das casas e edifícios agrícolas originalmente construídos em taipa e tijolo, com paredes totalmente caiadas de branco pontuadas por pequenas janelas, foi recuperada pelos atuais proprietários, permitindo reviver a autenticidade deste lugar e o espírito comunitário da aldeia.

Devido ao isolamento, as populações alentejanas desenvolveram uma forma de vida autónoma e sustentável, refletida na gastronomia rica, que combina os produtos do pastoreio - o leite, a coalhada, os queijos e a carne do cordeiro - com os ingredientes das hortas e dos pomares e o mel e os frutos secos da floresta.

O próprio pão, alimento base da cultura local, ainda hoje é uma prova viva da paisagem de imensas searas.

D. João d'Aboim

Corria o ano de 1258 quando D. Afonso III doou os territórios que ostentavam o nome de Portel Mafomode a D. João de Aboim, seu mordomo-mor, o que faz deste nobre o primeiro grande Senhor de Portel. Homem douto, erudito e ilustre trovador, moldado e formado pelos anos passados em França, legou a Portugal um valioso património de cantigas de amigo e de amor, uma fonte inesgotável para o estudo e conhecimento da literatura medieva.

Com a sua morte, em 1301, o rei D. Dinis ajustou com a viúva e a sua filha a primeira troca de Portel, que assim ficou em posse da Casa Real até 1385, altura em que é doado por D. João I a Nuno Álvares Pereira, após a grande vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota. O Condestável viria por sua vez a doar o território ao neto, Fernando de Portugal, mais tarde Duque de Bragança, passando assim o domínio de Portel para a posse da Casa de Bragança. E só em 1820, com a Revolução Liberal, é integrado na administração geral do Estado.

Hoje respeitamos
o passado para
construir o futuro

O Mel Rosmaninho selvagem

O Mel da Herdade Aldeia de Cima, puro e obtido sem qualquer intervenção humana, tem por base a diversidade de uma flora silvestre tipicamente mediterrânica, de grande riqueza polénica, sobressaindo o rosmaninho que cresce de forma espontânea no montado da Serra de Mendro, um ecossistema único, intocado pela poluição industrial e urbana.

As temperaturas quentes do início do verão são ideais para a extração do mel em estado líquido, pelo que a recolha acontece habitualmente entre junho e julho, no auge da produção. Já no Inverno, as temperaturas baixas podem fazer o mel cristalizar sem nunca perder contudo o seu valor nutritivo, um sinal que atesta a sua qualidade.

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A agricultura sustentável

Com uma biodiversidade singular, a Herdade Aldeia de Cima sempre teve abundância de água, patente na existência de várias noras. As pequenas parcelas ao baixo, de terras mais férteis, eram dedicadas à́s hortas e aos pomares de figos e romãs. Nos planaltos colocavam-se as parelhas de mulas e da vacada vermelha alentejana, rebanhos de novilhos, porcos alentejanos e ovelhas sustentadas com aveia e cevada branca.

Hoje respeitamos o passado para construir o futuro.

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A Raça Merino Branco

A criação de Merinos Brancos é uma das mais antigas no Alentejo, trazida por Fenícios, Gregos e Cartagineses, nas suas viagens comerciais até à Península Ibérica. Estas ovelhas dóceis, de estrutura robusta e lã fina pastam nas grandes extensões do montado da Herdade Aldeia de Cima. O rebanho vive entregue a si próprio, aproveitando as pastagens naturais de um ecossistema sustentável durante todo o ano, contribuindo para a reflorestação dos solos, para a sua biodiversidade e para evitar o perigo de incêndios durante o quente Verão alentejano.

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O Olival Lendário

Na Herdade Aldeia de Cima existe um olival lendário que resiste à passagem do tempo - a Horta dos Fontanais. Mais de uma centena de oliveiras seculares estendem-se ao longo de 1,25 ha de terreno, atestando a qualidade do solo e a capacidade de sobrevivência destes espécimes, cujo caule ressequido chega a ultrapassar, em alguns casos, os 8,5 metros de diâmetro.

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Montado Paisagem cultural Sustentável

O montado na Herdade Aldeia de Cima encontra-se na zona ecológica ibero-mediterrínica da Zona Ossa-Morena. O seu sistema antropogénico, baseado na presença mista de duas espécies de carvalho - o sobro (quercus suber) e o azinho (quercus rotundifólia) - fornece uma variedade de alimentos e habitats de vida selvagem, fundamental para a conservação dos solos, a regulação do ciclo da água, a diminuição das emissões de carbono e a conservação da biodiversidade.

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Montado Conservação da Biodiversidade

Esta paisagem cultural do sul de Portugal, o montado, é considerada um dos 35 ecossistemas mundiais mais importantes para a conservação da biodiversidade - equiparados a paraísos como a Amazónia, a savana Africana ou o Bornéu. Mais de duzentas espécies de animais e 135 espécies de plantas encontram aqui condições ideais de sobrevivência. É também um paradigma de sustentabilidade já que produz uma variedade de produtos florestais não-madeireiros como a bolota, a caça, os cogumelos, o mel entre outros, de que a cortiça é um exemplo extremo.

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O Mel Rosmaninho selvagem

O Mel da Herdade Aldeia de Cima, puro e obtido sem qualquer intervenção humana, tem por base a diversidade de uma flora silvestre tipicamente mediterrânica, de grande riqueza polénica, sobressaindo o rosmaninho que cresce de forma espontânea no montado da Serra de Mendro, um ecossistema único, intocado pela poluição industrial e urbana.

As temperaturas quentes do início do verão são ideais para a extração do mel em estado líquido, pelo que a recolha acontece habitualmente entre junho e julho, no auge da produção. Já no Inverno, as temperaturas baixas podem fazer o mel cristalizar sem nunca perder contudo o seu valor nutritivo, um sinal que atesta a sua qualidade.

A agricultura sustentável

Com uma biodiversidade singular, a Herdade Aldeia de Cima sempre teve abundância de água, patente na existência de várias noras. As pequenas parcelas ao baixo, de terras mais férteis, eram dedicadas à́s hortas e aos pomares de figos e romãs. Nos planaltos colocavam-se as parelhas de mulas e da vacada vermelha alentejana, rebanhos de novilhos, porcos alentejanos e ovelhas sustentadas com aveia e cevada branca.

Hoje respeitamos o passado para construir o futuro.

A Raça Merino Branco

A criação de Merinos Brancos é uma das mais antigas no Alentejo, trazida por Fenícios, Gregos e Cartagineses, nas suas viagens comerciais até à Península Ibérica. Estas ovelhas dóceis, de estrutura robusta e lã fina pastam nas grandes extensões do montado da Herdade Aldeia de Cima. O rebanho vive entregue a si próprio, aproveitando as pastagens naturais de um ecossistema sustentável durante todo o ano, contribuindo para a reflorestação dos solos, para a sua biodiversidade e para evitar o perigo de incêndios durante o quente Verão alentejano.

O Olival Lendário

Na Herdade Aldeia de Cima existe um olival lendário que resiste à passagem do tempo - a Horta dos Fontanais. Mais de uma centena de oliveiras seculares estendem-se ao longo de 1,25 ha de terreno, atestando a qualidade do solo e a capacidade de sobrevivência destes espécimes, cujo caule ressequido chega a ultrapassar, em alguns casos, os 8,5 metros de diâmetro.

Montado Paisagem cultural Sustentável

O montado na Herdade Aldeia de Cima encontra-se na zona ecológica ibero-mediterrínica da Zona Ossa-Morena. O seu sistema antropogénico, baseado na presença mista de duas espécies de carvalho - o sobro (quercus suber) e o azinho (quercus rotundifólia) - fornece uma variedade de alimentos e habitats de vida selvagem, fundamental para a conservação dos solos, a regulação do ciclo da água, a diminuição das emissões de carbono e a conservação da biodiversidade.

Montado Conservação da Biodiversidade

Esta paisagem cultural do sul de Portugal, o montado, é considerada um dos 35 ecossistemas mundiais mais importantes para a conservação da biodiversidade - equiparados a paraísos como a Amazónia, a savana Africana ou o Bornéu. Mais de duzentas espécies de animais e 135 espécies de plantas encontram aqui condições ideais de sobrevivência. É também um paradigma de sustentabilidade já que produz uma variedade de produtos florestais não-madeireiros como a bolota, a caça, os cogumelos, o mel entre outros, de que a cortiça é um exemplo extremo.

O sobreiro benefícios múltiplos para a natureza

O sobreiro, sobro, sobreira ou chaparro, como lhe quisermos chamar, é uma árvore da família do carvalho (quercus) que fazia parte da vegetação espontânea da Península Ibérica e, devido à importância económica da extração da cortiça, que não implica o abate das árvores, foi plantada desde tempos remotos na Europa Mediterrânea e no Norte de África.

O sobreiro tem características únicas: é revestido por uma casca proveniente de tecido vegetal denominada súber — a cortiça — que depois de extraída da árvore se autorregenera. É a única espécie na bacia do Mediterrâneo que consegue regenerar a partir da copa quando afetada por um incêndio severo. A frondosa copa dos sobreiros pode atingir os 25 m de altura na idade adulta e o seu conjunto no montado consegue reduzir a velocidade do vento, criando um microclima menos excessivo no inverno e no verão, permitindo prolongar o período vegetativo da vegetação herbácea, para além da proteção a outras culturas.

A casca depois de extraída da árvore se autoregenera

Atingindo uma longevidade de 200 anos, o sobreiro demora 25 anos até poder ser descortiçado pela primeira vez, processo que se repete a cada 9 anos, um trabalho agrícola especializado que é o mais bem pago do mundo. Ocupando 21% da área florestal total em Portugal, criando barreiras contra a desertificação e a erosão dos solos, com um papel preponderante na retenção de toneladas de CO2, o sobreiro é uma ajuda preciosa para a redução dos gases com efeito de estufa, a principal origem das alterações climáticas e é hoje uma espécie protegida por lei, considerada a Árvore Nacional.

As Espécies cinegéticas selvagens

A Serra do Mendro tem tradições venatórias reconhecidas. A sua orografia e a flora heterogénea que aqui prospera contribuíram para que na Herdade Aldeia de Cima fosse desde sempre reconhecida pela sua caça abundante: perdiz, lebre, javali e aves pequenas. A gestão cinegética substitui a função cumprida em tempos remotos pelos predadores, evitando a degradação da flora.

Este ecossistema singular de aspeto recortado e ondulado e uma biodiversidade rica e diversa oferecem características excecionais para a caça menor, sobretudo para a perdiz ibérica que nesta terra apura a sua autenticidade, testando a destreza dos caçadores mais atentos.

No montado de sobro e azinho, com algum pinho bravo disperso, solos xistosos e maior pedregosidade, permanecem os habitats naturais com os matos de estevas, sargaços, tojos, giestas, carrasco e silvas, entrecortados com gramíneas espontâneas, ideais para espécies sedentárias como a perdiz ibérica, a lebre, o faisão, o sisão, a raposa, o saca-rabos, o javali e o veado.

Os tordos pululam nos olivais envolventes e, no Inverno, existe ainda a possibilidade de caçar o pombo torcaz com negaça. Esta espécie tem sido assídua nos últimos anos, havendo mesmo uma dormida na propriedade. A chegada a fim do dia e a partida pela manhã de milhares de pombos são um espetáculo grandioso.

"(...) Os Homens deste lugar são enclinados ao exercício da cassa, por ser abundante de perdizes, lebres, coelhos: as mulheres são enclinadas ao exercício de fiarem lans e de tecerem panos de linho com seus teares (...) Há nesta Freguezia huma coutada chamada antiguamente coutada de Odiuelas e por tradução chamada ao prezente acoutada de Santa Anna, que é da sereníssima Caza dos Bragança (...)"

"Relaçam Historica da Nobre Vila de Portel", 1730, por Francisco de Macedo da Pinna Patalim.
Obra oferecida ao Sereníssimo Príncipe nosso Senhor e Duque de Bragança, D. José, futuro Rei D. José.

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